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Fórum E2-12 tece críticas sobre ecossistema empreendedor em Espanha

28 Junho 2017

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Informe "Las Empresas de Alto Crecimiento no surgen al azar. Recomendaciones para actuar en su ecosistema"

A Real Academia de Engenharia (RAI) apresentou esta tarde em Madrid o primeiro relatório do Fórum E2-I2, As Empresas de Alto Crescimento não surgem por acaso. Recomendações para agir no seu ecossistema. Um estudo que oferece uma dura diagnose sobre o ecossistema do empreendedorismo espanhol que garantem se encontra à beira da estagnação, com empresas que «não escalam, nem se reforçam nem se internacionalizam mas, mormente, nascem, crescem apenas um bocadinho e desaparecem como se fossem estrelas cadentes», reflete a RAI num comunicado.

O estudo foi elaborado em parceria com a RedEmprendia, Santander Universidades, Ferrovial e o Insight Foresight Institute no quadro do Fórum E2-I2 (Educação Empreendedorismo Inovação Investimento). Os seus autores --Sara Fernández López, Iván García Miranda, Totti Könnölä, José Manuel Leceta e Senén Barro- analisaram as características próprias das Empresas de Alto Crescimento (EAC) e os fatores do ambiente que poderão vir a ser determinantes para o seu nascimento.

As suas principais conclusões são que a capacidade de inovação e a vantagem competitiva das empresas espanholas não se rentabiliza com o País a continuar pouco orientado para o empreendedorismo e as EAC, o que as impede de concorrer com força no ambiente global.  Além disso, existe ainda uma baixa tolerância ao risco e ao fracasso e a cultura interna dalgumas empresas não favorece a atividade empreendedora dos seus trabalhadores.

Para incutir no espírito das pessoas a ideia de que «fracassar não é o mesmo que tentar», o relatório avança, entre outras ações, com a conceção de políticas de acompanhamento regular da EAC que permitam a sua presença de forma contínua nos meios de comunicação, servindo de casos de sucesso e criando um «efeito de imitação e de incentivo para os eventuais empreendedores».

No que toca à questão normativa, os peritos consideram que os esforços têm sido orientados para a criação de empresas, mas negligenciando a necessidade de favorecer o seu crescimento.   E acrescentam ainda que existe uma falta de coordenação entre administrações que resulta em duplicações na hora de realizar esforços com vista à simplificação de procedimentos e lançamento de um negócio bem como à flexibilização do acesso ao mercado de trabalho e à melhoria da fiscalidade.

Por fim, o estudo aponta para o facto de nem o ambiente institucional, nem o bancário nem o fiscal contribuírem para o crescimento das EAC.  Para melhorar o acesso ao financiamento, para esse tipo de empresas poderem escalar, os autores do estudo recomendam flexibilizar as condições de acesso ao crédito, introduzir alterações aos sistemas de apoio financeiro público, limitando as penalidades em decorrência de uma maior assunção de risco, associando financiamento e consecução de novos marcos e dando mais um incentivo às parcerias público-privadas.  No que tange ao capital privado, apostam por melhorar as capacidades e métodos dos investidores espanhóis de capital de risco por forma a detetar e apoiar as EAC. 

Líderes em infraestruturas e formação

O estudo torna claro que Espanha é um dos melhores países do mundo em infraestrutura digital, tecnológica e industrial, tendo-se implementado durante a última década um importante processo de criação de parques tecnológicos nas principais áreas industriais, bem como em torno das universidades e centros de I+D. Essa dotação adequada de infraestrutiras é «condição necessária, mas não suficiente».  Convém, de acordo com os autores do relatório, proceder a melhorias na gestão integrada, coordenada e planificada das mesmas.

Destaca-se ainda a qualidade das escolas de negócios, com uma liderança sempre a crescer no plano internacional. A outra face da moeda diz respeito ao «importante desajustamento» que se verifica entre a qualificação que possuem os profissionais e aquilo que procuram as empresas.  O estudo visa dar um incentivo económico para evitar a partida de talento e conceber programas de formação para executivos de EAC. «visto que devem fazer face a um nível de incerteza e exigência muito maiores».

Entre as recomendações do relatório é realçada a necessidade de tornar pública de forma contínua e atualizada a informação sobre as necessidades do mercado de trabalho, profissões com futuro e do futuro, bem como as capacidades mais procuradas pelas empresas.

«Queremos tornar o Fórum E2-I2 um ponto de encontro com e entre as instituições espanholas com protagonismo no setor e as pessoas que estão por trás do sistema educativo, da ciência e a tecnologia», explica o presidente da RAI, Elías Fereres. «Os engenheiros resolvemos tomar a iniciativa para, entre todos, ajudar a deixar para trás a separação tradicional entre o sistema educativo e a geração de ciência e tecnologia, bem como a sua aplicação no setor empresarial.»

  • O relatório As Empresas de Alto Crescimento não surgem por acaso. Recomendações para agir no seu ecossistema pode ser transferido gratuitamente aqui.

 

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