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Investigadores da Unicamp criam fio com células estaminais para acelerar cicatrização de feridas

18 Maio 2017

Portuguese
Investigadores de la Unicamp crean un hilo de sutura con células madre

Investigadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um fio de sutura médica médica que favorece uma cicatrização mais rápida e que poderá ser empregue em procedimentos como cirurgias plásticas, tratamento de queimaduras, fístulas e em pacientes com doenças como a Doença de Crohn que necessitam de tratamentos específicos para a cicatrização e regeneração de tecidos.

Com patente desde o ano 2016, essa tecnologia foi recentemente licenciada com caráter não exclusivo para a empresa Fawke, pré-incubada na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp) e deverá ser posta à prova em clínicas veterinárias.

 
 

«Em simultâneo, pretendemos iniciar ainda ensaios clínicos em humanos, e contamos já com a aprovação do Comité de Ética da universidade», afirma Bruno Bosch Volpe, investigador que participou no desenvolvimento fio e também um dos sócios fundadores da Fawke.  Sendo um produto que utiliza células estaminais, Volpe explica que para realizar testes com humanos necessitam ainda de autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, órgão subordinado ao Conselho Nacional de Saúde. 

O fio de sutura desenvolvido na Unicamp é, essencialmente, o mesmo que utilizam médicos e enfermeiras, mas contém células estaminais que ajudam na regeneração de tecidos.  Uma cicatrização mais rápida que, de acordo com o investigador brasileiro, deverá ainda contribuir para a diminuição das despesas hospitalares e clínicas, visto que reduz a quantidade de materiais usados nos procedimentos de sutura e o tempo de internamento dos pacientes durante a sua recuperação.  «No caso de cirurgias maiores é o mais indicado pois o paciente terá uma despesa hospitalar menor e a cicatrização será mais eficiente», garante.

Ângela Cristina Malheiro Luzo, professora da Faculdade de Medicina da Unicamp que orientou a investigação lado a lado com o professor Joaquim Bustorff-Silva confirma que «os resultados obtidos são muito interessantes mesmo e provam como essas células conseguem regenerar completamente as fístulas nos animais de laboratório».

Durante a sua tese de doutoramento, Bruno Volpe pretende debruçar-se sobre o funcionamento da tecnologia para, em seguida, conseguir otimizá-la.  Trata-se de saber exatamente como é que as células estaminais intervêm no processo de cicatrização visto que já provou ser mais eficaz ao ser utilizado no fio de sutura. 

Empreender como desafio

O Desafio Unicamp, promovido pela Agência de Inovação da Unicamp (Inova), foi o primeiro contato do jovem investigador brasileiro com o mundo do empreendedorismo, e onde confirmou o seu interesse em criar uma startup com que conseguir levar o seu produto inovador para o mercado.

O Desafio Unicamp é unha competición de modelos de negocio desenvolvidos a partir de tecnologias registradas na universidade, e Bruno Volpes participou no desafio como um dos mentores académicos para o uso desta nova tecnologia. Ainda, destaca a importância da Incamp no que toca à sua capacitação como empreendedor:  «Eu não tinha qualquer experiência com o empreendedorismo e estou a prender imenso», garante.

Desta experiência surgiu a Fawke, projeto sob pré-incubação na INCAMP e em que atualmente trabalham quatro pessoas:  Bruno Volpe, biólogo, e os engenheiros químicos Victor Sarti, Maria Fernanda Toledo e Marina Alves.

Fonte: 

Inova Unicamp

Fonte (link): 

http://www.inova.unicamp.br/noticia/desenvolvido-na-unicamp-fio-de-sutur......

 
Fuente: 
Inova Unicamp
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